Queda da bolsa, dólar subindo, ações desvalorizando, crise mundial. Essas são as principais manchetes do noticiário no último mês. São tantas informações que ficam sem saber como esta crise poderá mudar nosso cotidiano. É difícil dizer como podemos nos preparar em nossos lares. Como um acontecimento na economia dos Estados Unidos pode nos afetar? A crise já interfere no desenvolvimento do país ? Como ela prejudica a população?
Segundo o economista Tobias Kfoury, esta crise é diferente de todas as outras que já passamos. “As crises anteriores afetavam diretamente as empresas e agora afetou o sistema financeiro, tendo um impacto maior nos paises desenvolvidos”. Diante disso, o Brasil não será afetado do mesmo modo que os Estados Unidos, por exemplo. “Os índices indicam que o país não vai entrar em retrocesso, apenas terá reduzido a sua taxa de crescimento”, comenta o economista.
De acordo com Kfoury o impacto de todo esse colapso só serão sentidos no Brasil depois de março de 2009 e apenas as cidades industriais que dependem de grande capital para atuar.
O mais importante a fazer por enquanto é evitar a compra de bens de valor muito elevado como carros e casas. Por isso, os setores mais atingidos pela crise no país são o automobilístico e o imobiliário.
Tobias Kfoury, diz que toda essa turbulência no mercado financeiro está trazendo uma nova tendência.”Tudo o que está acontecendo vai fazer com que os governos regulem mais a economia das empresas e bancos, isso acaba gerando mais segurança para o trabalhador, por exemplo. O que não acontece nos Estados Unidos, onde o governo é mais liberal e as empresas podem demitir funcionários co muito mais facilidade do que aqui no Brasil”.
O grande susto já passou, agora está acontecendo um reajuste por parte de todos. “Não deixe de comprar nada que precise, mas evite, por enquanto, a compra de produtos caros e não se esqueça de ficar atento à taxa de juros dos carnês, aconselha o economista”.